10/03/2025

Ronco Infantil: Por Que Não é Normal e o Que Pode Estar Por Trás dos Distúrbios do Sono

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O ronco infantil muitas vezes é visto como algo inofensivo, mas pode sinalizar problemas importantes nas vias aéreas e na qualidade do sono. Quando a criança ronca com frequência, é essencial investigar as causas e agir cedo. Neste artigo, você vai entender por que o ronco infantil não é normal, quais condições costumam estar por trás do problema e quando procurar avaliação especializada em distúrbios respiratórios do sono.

Introdução: o ronco em crianças deve preocupar?

Diferença entre ronco infantil e ronco em adultos

Em adultos, o ronco costuma estar ligado a fatores como obesidade e apneia do sono. Em crianças, o cenário é outro: o ronco frequente pode refletir aumento de adenoide e amígdalas, alergias respiratórias, alterações anatômicas ou inflamação nasal persistente. Roncar eventualmente durante um resfriado é esperado. Já o ronco várias noites por semana merece investigação.

Impacto na saúde e no desenvolvimento da criança

O sono de má qualidade prejudica memória, atenção, humor e aprendizagem. Crianças que não descansam bem tendem a apresentar irritabilidade, queda no desempenho escolar e cansaço diurno. Tratar a causa do ronco melhora a qualidade de vida e protege o desenvolvimento cognitivo e comportamental.

Principais causas do ronco infantil

Aumento da adenoide e das amígdalas

A hipertrofia de adenoide e de amígdalas é uma das causas mais comuns de ronco na infância. O tecido aumentado estreita a passagem de ar, favorecendo vibração e ruído durante o sono. Em quadros moderados a graves, pode haver pausas respiratórias e sono agitado.

Rinite e alergias respiratórias

A rinite alérgica inflama a mucosa nasal, gerando obstrução, coceira e espirros. Com o nariz entupido, a criança passa a respirar pela boca, o que aumenta a chance de ronco. Controlar gatilhos ambientais e seguir o tratamento indicado reduz os sintomas e melhora o sono.

Desvios anatômicos (septo, pólipos e outros)

Desvio de septo, pólipos nasais e outras alterações estruturais também podem dificultar a passagem do ar. Nesses casos, a avaliação com otorrinolaringologista e exames específicos ajuda a definir a melhor conduta.

Como o ronco afeta a qualidade do sono

Alterações no ciclo do sono e despertares noturnos

Mesmo quando os pais não percebem, o ronco pode fragmentar o sono com microdespertares. A criança até dorme por horas, mas não atinge estágios profundos de forma sustentada, o que reduz a recuperação física e mental.

Déficit de atenção, irritabilidade e cansaço diurno

O dia seguinte costuma refletir a noite anterior. Desatenção, birras, sonolência e baixa tolerância à frustração podem ser sinais indiretos de sono ruim. Se isso se repete, vale investigar a causa do ronco.

Relação com desempenho escolar e desenvolvimento cognitivo

Distúrbios do sono estão associados a pior desempenho em testes de atenção, memória e função executiva. Resolver o problema respiratório noturno ajuda a recuperar o rendimento escolar e o bem-estar.

Quando o ronco pode indicar apneia do sono

Diferença entre ronco simples e apneia

No ronco simples há ruído sem pausas respiratórias significativas. Na apneia obstrutiva do sono infantil, ocorrem interrupções parciais ou completas do fluxo de ar, com quedas de oxigenação e microdespertares. A Sociedade Brasileira de Pediatria explica os fatores de risco, sinais e opções de tratamento de forma acessível em sua página para famílias. Veja a explicação da SBP.

Sinais de alerta para pais e cuidadores

Procure ajuda se a criança ronca alto com frequência, faz pausas para respirar, engasga, sua muito, dorme de boca aberta, tem sono agitado, apresenta baixo ganho ponderal, irritabilidade diurna ou queda de rendimento escolar. Esses sinais exigem avaliação por especialistas.

Avaliação médica: quando procurar ajuda

O papel do pediatra e do pneumologista pediátrico

O primeiro passo é conversar com o pediatra, que pode encaminhar ao pneumologista pediátrico e ao otorrinolaringologista. Esses profissionais avaliam o histórico clínico, examinam as vias aéreas e solicitam exames quando necessário.

Principais exames utilizados no diagnóstico

Polissonografia é o padrão-ouro para identificar apneias e hipopneias. Exames endoscópicos do nariz e da nasofaringe, além de avaliação ortodôntica, podem ser úteis para mapear obstruções. Revisões científicas explicam critérios diagnósticos e condutas em detalhes. Confira uma revisão no SciELO.

Tratamentos e cuidados possíveis

Higiene do sono e mudanças de hábitos

Medidas simples fazem diferença: rotina regular para dormir, quarto arejado e sem poeira, telas desligadas antes de deitar, travesseiro adequado e leve inclinação da cabeceira quando indicado. Controlar alérgenos do ambiente ajuda bastante.

Controle de alergias e acompanhamento especializado

Se a rinite alérgica estiver presente, o uso de sprays nasais, anti-histamínicos e imunoterapia, quando indicados, reduz obstrução e melhora a respiração noturna. O acompanhamento evita automedicação e efeitos indesejados.

Cirurgias (adenoide e amígdalas) e outras terapias

Quando há hipertrofia importante de adenoide e amígdalas, a adenoamigdalectomia pode ser indicada, com bons resultados em muitos casos. Em situações selecionadas, outras abordagens, como CPAP, podem ser consideradas pelo especialista.

 

Perguntas frequentes sobre ronco infantil

Ronco em criança é normal?

Não. Roncar de forma ocasional durante resfriados é esperado. Mas o ronco infantil frequente indica que algo não vai bem, como aumento de adenoide e amígdalas, rinite alérgica ou apneia do sono. Nesses casos, procure avaliação.

Quando levar meu filho ao médico se ele ronca?

Leve ao pediatra quando o ronco ocorre em várias noites da semana ou se houver pausas respiratórias, sono agitado, suor excessivo, respiração pela boca, sonolência diurna ou queda no desempenho escolar.

Ronco pode afetar o desenvolvimento escolar?

Sim. O sono fragmentado reduz atenção, memória e disposição. Tratar a causa do ronco melhora a aprendizagem e o comportamento.

O que pode causar ronco em crianças?

O ronco infantil pode ter diferentes origens, sendo algumas mais frequentes na prática clínica. A hipertrofia da adenoide e das amígdalas é uma das principais causas, já que o aumento desse tecido dificulta a passagem de ar. Outro fator comum são as alergias respiratórias, que inflamam a mucosa nasal e levam à obstrução. A rinite alérgica, por exemplo, é bastante associada ao problema. Além disso, alterações anatômicas como desvio de septo ou pólipos também podem estar envolvidas, exigindo sempre avaliação médica adequada.

Existe tratamento para o ronco infantil?

Sim. O tratamento do ronco infantil existe e deve ser individualizado, de acordo com a causa identificada. Em alguns casos, apenas medidas simples de higiene do sono já trazem bons resultados. Quando há alergias respiratórias, o uso de medicamentos específicos pode ajudar a reduzir a obstrução nasal. O acompanhamento especializado é essencial para evitar complicações. Em situações mais graves, como aumento significativo de adenoide ou amígdalas, pode ser necessária cirurgia. Sempre consulte o pneumologista pediátrico ou o otorrino antes de decidir.

Conclusão e orientação final para os pais

O ronco não deve ser ignorado

Roncar várias noites por semana não é normal. Identificar cedo a causa protege o sono reparador, o desenvolvimento e o desempenho escolar.

Prevenção e acompanhamento contínuo

Se o seu filho ronca com frequência, agende uma avaliação. A Dra. Ana Claudia Santos atua em Pediatria Geral e Pneumologia Pediátrica, com abordagem acolhedora e centrada na criança. Entre em contato pelo site para esclarecer dúvidas e planejar o cuidado ideal.

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